Bissorã, 22 de Setembro de 1966
Ainda não estava refeito do enorme choque por que tinha passado em Bissorã, dois dias antes, que é sempre a perda de um camarada, neste caso da C.Art. 1525, o condutor Matos. O meu grupo de combate, que estava em intervenção aliás, como toda a Companhia que tinha ido reforçar a 1525 a Bissorã, em virtude desta ir participar numa operação a Morés, tinha que regressar a Mansôa, pois estamos a fazer aqui o treino operacional. Como somos “periquitos”, o terceiro grupo de Combate da 1525, veio escoltar-nos até ao Namedão, que fica a meio do caminho de Bissorã e Mansôa.
Logo à saída de Bissorã sofremos uma emboscada tendo as nossa tropas sofrido um morto “milícia” e um ferido grave (Comandante de Pelotão de Polícia), de Bissorã. Segundo informações posteriores, o inimigo sofreu cinco mortos confirmados, deixando as armas no terreno, que recolhemos. Na outra metade do percurso, entre Namedão e Mansôa, a 816 de Mansôa, levantou duas minas.