Ingoré 18 de Fevereiro de 1967
No sábado, dia 18 de Fevereiro, fizemos mais uma operação, desta vez à base de Suranse, que fica a meio caminho entre Ingoré e Barro, para o lado do Senegal, a que se deu o nome de “Dúvida 1”. Nesta operação participaram o terceiro pelotão da minha companhia, e o segundo, que é aquele a que pertenço, e um pelotão da 1482, que fez a segurança na fronteira, com o objectivo de não deixar passar o inimigo em debandada. O inimigo sofreu quatro mortos, um dos quais foi uma “bajuda”(jovem), ainda menina e moça, que neste dia as balas das nossas tropas lhe ceifaram a vida, cujo crime que tinha cometido era amar a sua terra, que lhe dava a mandioca, a sua bolanha que lhe dava a bianda, e a sua palmeira o oleo para cozinhar estes produtos, que deixaram de ser a sua alimentação. E um dia, poder ter marido e filhos para continuar a amar.
As nossas forças, apreenderam uma carabina automática com as respectivas cartucheiras, um capacete da nossa tropa, munições, documentos e objectos pessoais. No espaço de 8 dias participei em 3 operações, o que mostra bem a intensa actividade de guerrilha a que estamos sujeitos neste pequeno vietename tropical.
As nossas forças, apreenderam uma carabina automática com as respectivas cartucheiras, um capacete da nossa tropa, munições, documentos e objectos pessoais. No espaço de 8 dias participei em 3 operações, o que mostra bem a intensa actividade de guerrilha a que estamos sujeitos neste pequeno vietename tropical.